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Título no Brasil: A Turma da Rua Quinze
Autor: Marçal Aquino
Gênero: Mistério, aventura, suspense
Editora: Ática
Ano da Edição: 1991
Nº de Páginas: 109

Sinopse: O desaparecimento de um amigo leva a turma da rua Quinze a investigar um casarão suspeito, onde vive um homem estranho. Procurando informações, eles acabam se envolvendo com uma perigosa quadrilha.

Nota:



Eu estou só amores por esse clube de leitura que me proporciona tanta experiência legal! O livro escolhido de março foi A Turma da Rua Quinze, um clássico da coleção vagalume e também considerado o melhor livro da série. Esse foi meu segundo contato com o autor Marçal de Aquino e eu só confirmei minha admiração por ele.


O livro é narrado em 3ª pessoa e conta a história de um grupo de amigos que moram na rua quinze e em seu entorno que, após o sumiço inexplicável de Marcão, um integrante da turma, resolvem investigar uma mansão recém ocupada por um cara muito estranho de uma cicatriz horrorosa no rosto. Aventuras indo e vindo, vemos cenas de comédia, ciúmes e brigas (a mais hilária foi a do término de uma partida de futebol onde rolou uma confusão muito feia com socos e pontapés).


De uma narrativa fluida e de fácil compreensão, o que é importantíssimo para prender os jovens na leitura, esse foi o livro que eu li mas rápido! Foi ele completo em uma só sentada, junto de uma boa xícara de café. É o tipo de leitura que te prende do início ao fim, fazendo com que você queira resolver junto com os meninos o mistério que envolve a mansão e o sumiço de Marcão.

Sobre o Autor


Marçal Aquino (Amparo, 1958) é um jornalista, escritor e roteirista de cinema brasileiro. Trabalhou como revisor, repórter e redator nos jornais O Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde. Faz roteiros para o cinema, tendo atuado como consultor no IV Laboratório de Roteiros Sundance/RioFilme, a convite do Sundance Institute, dos E.U.A., em 2002. Como roteirista, mantém com o cineasta Beto Brant, uma parceria que já rendeu sete longas-metragens. Além de adaptar seus próprios livros, Marçal roteirizou obras de outros escritores, como Lourenço Mutarelli. Para a televisão, escreveu, ao lado de Fernando Bonassi, a série Força Tarefa, da Rede Globo.

Sobre o Clube Vagalume

É um clube de leitura cujo objetivo é redescobrir e matar saudades dos livros da coleção vagalume que fez tanto sucesso com jovens da década de 70, 80 e 90. O grupo é composto atualmente por 11 leitores e, todo mês um leitor é responsável por escolher um clássico da coleção para a leitura coletiva. São estipuladas datas para leitura e discussão e, além de trocarmos fotos e informações, também fazemos grandes amizades.

Participantes:

@uma_leitora_soteropolitana (Ivana) | @universodetalita (Talita) | @universoaleziano (Alessandra)
@blogmistoquente (Thamiris) | @priblogxeretando (Lissa) | @cantinhodaninna (Nina) 
@enilasales (Aline) | @coffewithbooks_ (Carla) | @penseiradavania (Vânia)
Título no Brasil: Quem Manda Já Morreu
Autor: Marcos Rey
Gênero: Ação, mistério, suspense
Editora: Ática
Ano da Edição: 1990
Nº de Páginas: 112

Sinopse: Edu tem que fazer um trabalho para a faculdade. Para "apimentar" sua reportagem, ele decide investigar uma extinta quadrilha, isso pela opinião pública. No entanto, Edu faz grandes descobertas, acompanhado de seu engraçadíssimo tio Geraldo Palha e sua secretária Coca Gimenez.

Nota:


Um livro magnífico, cheio de humor e mistério, perfeito pra você indicar pra aquele adolescente que está se inserindo no mundo da leitura e perfeito também pra você que quer conhecer mais da leitura nacional. Mas chega de molezas e vamos a resenha de hoje!

Na trama somos apresentados ao jovem Edu, estudante de jornalismo que, em um trabalho da faculdade decide reunir informações sobre um falecido chefe de quadrilhas, Tony Grand, que comandava a maior parte dos crimes de tráfico e homicídio de muitos estados do Brasil. Edu pede ajuda de seu tio, Detetive Palha, um divertido figurão que ganha a vida resolvendo pequenos mistérios da cidade e tem como inspiração Sherlock Holmes. Claro, Edu se mete em furada e acaba se envolvendo com a quadrilha de Tony Grand e daí começa o mistério, pois tudo indica que essa quadrilha ainda está na ativa.


A trama foi muito bem desenvolvida pelo glorioso Marcos Rey (meu escritor nacional favorito), com muito humor e uma leveza que se deixasse eu leria o livro inteiro no mesmo dia. Com as figuras clássicas que os livros da coleção vagalume possui, estas dão uma fluidez a mais pro livro.

O final foi o esperado para esse clássico, muita correria, suspense, mas que sempre dá certo. E a moral que deixa para os jovens é de que não importa o tamanho do obstáculo, se você quer fazer um trabalho bem feito tem que buscar o que ninguém imaginou buscar, só tenha cuidado com os perigos!

A leitura foi feita em conjunto com meus amigos do clube vagalume e foi eu quem escolheu esse livro para o mês, pois amo o Marcos Rey e ainda não havia lido essa obra dele. Grande oportunidade!

Sobre o Autor


Edmundo Donato, mais conhecido pelo pseudônimo Marcos Rey, foi um escritor e roteirista brasileiro. Marcos foi também redator de programas de televisão, adaptou os clássicos A Moreninha de Joaquim Manuel de Macedo em forma de telenovela e o Sítio do Picapau Amarelo. Também foi colaborador em episódios do antigo programa Cabaret Literário, exibido no início da década de 80 pela RTC de São Paulo. Marcos usava sua cidade natal, São Paulo, como cenário de várias de suas obras. O autor se dedicou principalmente às obras voltadas ao público juvenil. Escreveu crônicas, contos e se destacou escrevendo romances. Escreveu também várias obras literárias adultas. Durante os anos 1970, foi roteirista de diversos filmes do gênero pornochanchada produzidos na Boca do Lixo, em São Paulo, como As Cangaceiras Eróticas e O inseto do amor. No gênero ficção infantil estreou com Não era uma vez, drama de um garoto à procura de sua cadela perdida nas ruas.


Sobre o Clube Vagalume

É um clube de leitura cujo objetivo é redescobrir e matar saudades dos livros da coleção vagalume que fez tanto sucesso com jovens da década de 70, 80 e 90. O grupo é composto atualmente por 11 leitores e, todo mês um leitor é responsável por escolher um clássico da coleção para a leitura coletiva. São estipuladas datas para leitura e discussão e, além de trocarmos fotos e informações, também fazemos grandes amizades.

Participantes:

@uma_leitora_soteropolitana (Ivana) | @universodetalita (Talita) | @universoaleziano (Alessandra)
@blogmistoquente (Thamiris) | @priblogxeretando (Lissa) | @cantinhodaninna (Nina) 
@enilasales (Aline) | @tmsuarez (Thiago) | @coffewithbooks_ (Carla)
@poetizandocomcassita (Cassita) | @penseiradavania (Vânia)
Título no Brasil: O Jogo do Camaleão
Autor: Marçal Aquino
Gênero: Ação, violência, suspense
Editora: Ática
Ano da Edição: 1997
Nº de Páginas: 104

Sinopse: O desejo de encontrar o pai desconhecido leva Ricardo a desembarcar em Belo Horizonte, onde se vê envolvido numa guerra entre quadrilhas.

Nota:



O Clube de Leituras da coleção Vagalume voltou com tudo esse ano e a primeira leitura coletiva de 2019 foi O Jogo do Camaleão, um clássico que marcou a vida literária de jovens dos anos 80 e 90.


No livro somos apresentados a Ricardo, um menino que vive com sua mãe e avô em São Paulo e sonha em conhecer seu pai. Não demora muito e ele parte escondido para Minas Gerais com a foto de seu pai e no verso um endereço antigo. Muitas dúvidas e incertezas pairam na cabeça do menino, mas ele segue seu objetivo. No ônibus ele conhece Quico, um menino com a mesma idade que ele que também viaja sozinho. Ao chegarem em Minas Gerais, ambos são envolvidos em uma confusão e pegos por quadrilhas diferentes de jovens criminosos envolvidos em roubo de carros.


De uma leitura fácil e fluída, Marçal Aquino soube chamar a atenção dos jovens com um enredo coerente que, ao mesmo tempo que chama a atenção para os problemas que a população infanto-juvenil enfrenta (a introdução à criminalidade), ele nos prende para saber como será o desenrolar da história.

Na trama vemos situações que há muito tempo são discutidas e até hoje chama muito a nossa atenção: a rivalidade de gangues juvenis de rua, aos chefes dessas gangues que usam jovens para fazer o trabalho sujo, ao machismo, orgulho, e violência dessas gangues. Felizmente o final da história não foi dos trágicos (que vemos muito na realidade), tudo se resolveu de maneira que todos pagariam pelos seus erros.

O Autor:

Marçal Aquino (Amparo, 1958) é um jornalista, escritor e roteirista de cinema brasileiro. Trabalhou como revisor, repórter e redator nos jornais O Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde. Faz roteiros para o cinema, tendo atuado como consultor no IV Laboratório de Roteiros Sundance/RioFilme, a convite do Sundance Institute, dos E.U.A., em 2002.  Como roteirista, mantém com o cineasta Beto Brant, uma parceria que já rendeu sete longas-metragens. Além de adaptar seus próprios livros, Marçal roteirizou obras de outros escritores, como Lourenço Mutarelli. Para a televisão, escreveu, ao lado de Fernando Bonassi, a série Força Tarefa, da Rede Globo.

Sobre o Clube Vagalume

É um clube de leitura cujo objetivo é redescobrir e matar saudades dos livros da coleção vagalume que fez tanto sucesso com jovens da década de 70, 80 e 90. O grupo é composto atualmente por 11 leitores e, todo mês um leitor é responsável por escolher um clássico da coleção para a leitura coletiva. São estipuladas datas para leitura e discussão e, além de trocarmos fotos e informações, também fazemos grandes amizades.

Participantes:

@uma_leitora_soteropolitana (Ivana) | @universodetalita (Talita) | @universoaleziano (Alessandra)
@blogmistoquente (Thamiris) | @priblogxeretando (Lissa) | @cantinhodaninna (Nina) 
@enilasales (Aline) | @tmsuarez (Thiago) | @coffewithbooks_  (Carla)
@poetizandocomcassita (Cassita) | @penseiradavania (Vânia)

           Eis que criei coragem e caí dentro do meu primeiro projeto de leitura coletiva, e nada mais justo do que começar com a série que fez parte da minha infância e que fez com que eu despertasse interesse pela leitura. Lembro bem que minha mãe me deu alguns livros da Coleção Vaga-lume, ela havia lido no colegial, quando era adolescente, e queria que eu tivesse a mesma experiência. Outros, a esposa do meu tio quem me deu também quando eu era criança. E, com esse projeto, vou reler algumas obras e sofrer uma nostalgia intensa, e conhecer novos livros também.

           O projeto tem duração de 6 meses (julho a dezembro), e o objetivo é ler 02 livros por mês, sendo que nesse mês como forma de fazer alguns ajustes, valos ler somente 01 livro, e fazer a discussão depois. Quem quiser participar ainda dá tempo, é só me enviar um direct no instagram.

           O livro escolhido desse mês foi Sozinha no Mundo do Marcos Rey, e, após a releitura trago hoje a resenha deles pra vocês.

Título: Sozinha no Mundo
Autor: Marcos Rey
Gênero: Amizade, mistério, suspense
Editora: Ática
Ano da Edição: 1984

Sinopse: Marcos Rey, em Sozinha no Mundo, coloca o leitor, desde o início do livro, diante de uma realidade dura e difícil - uma morte, uma criança sozinha. - "Pimpa, curiosa para ver a mulher recalcitrante, levantou-se. Assim podia espichar as pernas, depois de horas de estrada. Bastou porém sair da poltrona para que o corpo de dona Aurora, como um manequim, pendesse para o lado. (...) Não adianta nada, filho. Esta senhora está morta". Corajosa e sem saída, fugindo de uma assistente social, Pimpa sai em busca de "tio" Leonel. Encontrá-lo é sua única chance. No final, Marcos Rey surpreende seu leitor, depois de deixá-lo, durante toda a leitura, apreensivo com a situação de Pimpa.

Nota:
           Mesmo sendo um antigo clássico da literatura nacional, ainda consigo ser surpreendida pelas histórias de Marcos Rey e facilmente encantada pela sua escrita. Sozinha no Mundo conta a história de Pimpa, uma garota que, em viagem para São Paulo, descobre que sua mãe morreu no ônibus em meio a viagem. As duas estavam em busca de Tio Leonel, um primo de seu pai que as ajudava financeiramente todo mês. Após o ocorrido com sua mãe, corajosamente com medo, Pimpa parte sozinha (na companhia de Lila, sua provável oncinha de pelúcia) na busca pelo seu tio e no caminho conhece pessoas incríveis (e outras nem tanto) e vive aventuras de tirar o fôlego.

           Entre os personagens cativantes e que tiveram considerável importância para o desenvolvimento da trama estão Noel, um garoto apaixonado por cinema e tudo relacionado as filmagens. Eu não sei vocês, mas eu comecei a torcer pelo casal (mesmo sendo novos) desde o início da leitura rsrs. Mas a minha personagem favorita de toda a trama foi sem sombras de dúvidas é Marina, uma menina que mora num pensionato para moças mesmo durante as férias e que, com a mesada que recebe dos pais separados gasta a maioria em livros e comida (eu na vida). Também temos o pessoal do circo e a família de dona Berenice e os irmãos de Noel, todos muito fofos!

           A vilania fica por conta de uma falsa assistente social do juizado de menor que persegue pimpa por todos os cantos da cidade grande com o intuito de raptá-la. O motivo? Vocês só vão saber se lerem o livro! *suspense* Mas uma coisa eu garanto a vocês, Pimpa encontra Tio Leonel de um jeito nada convencional e quase tem sua vida tirada, se não fosse a coragem dessa menina não teríamos um final feliz.

           Outro ponto que com certeza merece destaque é o fato de Marcos Rey retratar em um capítulo uma passeata feminista, em pleno ano de 1984 já víamos mulheres lutando pelos seus direitos com afinco, e do jeito tradicional.

           O livro é bem curtinho, dando pra ler em uma tarde. A leitura é toda narrada pelo escritor que descreve com leveza o ponto de vista e as reações dos personagens, o que é perfeito para um livro infanto-juvenil.
           Espero que tenham gostado da mini resenha de hoje. O que acham da iniciativa desse projeto? Eu pessoalmente estou gostando bastante! Um abraço a todos e até o próximo post!
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