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Lugares Escuros | Gillian Flynn | Thriller Psicológico | Intrínseca | 2015 | 352 pág | ★★★★☆

Sinopse: Libby Day tinha apenas sete anos quando testemunhou o brutal assassinato da mãe e das duas irmãs na fazenda da família. O acusado do crime foi seu irmão mais velho, que acabou condenado à prisão perpétua. Desde aquele dia, Libby passou a viver sem rumo. Uma vida paralisada no tempo, sem amigos, família ou trabalho. Mas, vinte e quatro anos depois, quando é procurada por um grupo de pessoas convencidas da inocência de seu irmão, Libby começa a se fazer as perguntas que até então nunca ousara formular. Será que a voz que ouviu naquela noite era mesmo a do irmão? Ben era considerado um desajustado na pequena cidade em que viviam, mas ele seria mesmo capaz de matar? Existiria algum segredo por trás daqueles assassinatos? Gillian Flynn intercala a trajetória detetivesca de Libby com flashbacks dos acontecimentos do dia dos crimes com tanta habilidade que o leitor é levado a diferentes direções. Escrito com primor, Lugares escuros não só mostra como a memória é passível de falhas, mas também evidencia as mentiras que uma criança pode contar a si mesma para superar um trauma.

Ultimamente tô numa vibe de me aventurar em gêneros literários que não tenho o hábito de ler e veja só este que vos trago hoje: a resenha de um thriller psicológico que eu gostei demais! 

Pois é minha gente, eis um thriller que não me deixava dormir direito enquanto o mistério não tivesse sido se resolvido. 

Depois de uma certa resistência, Libby resolve investigar o seu passado e os personagens que poderiam ou não estar envolvidos no assassinato de sua família. Conheceremos a família Day nos acontecimentos que antecederam o massacre, bem como algumas outras personalidades que envolvem a história. 

Como já falei anteriormente, eu adoro quando o livro nos trás narrativas alternadas e em Lugares Escuros vemos o desenrolar do passado com dois personagens diferentes se alternando (o irmão e a mãe de Libby – ambos em 3ª pessoa), e no presente, a própria Libby Day buscando informações e ligando os pontos do presente. E afirmo com toda certeza que esse foi o ponto chave da trama, deu a ela uma dinamicidade perfeita onde eu não conseguia largar o livro, e quando pausava, ficava pensando nele. 


A Gillian Flynn tem uma escrita fluida e a gente nem sente que já avançou vários capítulos. O desenvolvimento foi um pouco lento no começo pois a protagonista buscava e não encontrava informações; mas depois que tudo começou a fazer sentido e ela começou a ligar os pontos, foi que a trama deu uma alavancada com aqueles finais de reviravolta e muita ação que te fazem esquecer de respirar. 

Recomendo a leitura se você quer se aventurar no gênero literário; e aos que já conheciam a obra, como foi a leitura pra vocês?

A Profecia das Sombras | As Provações de Apolo | Rick Riordan | Fantasia | Intrínseca | 2017 | 336 pág | ⭐⭐⭐⭐⭐ 

Sinopse: No segundo volume da série As provações de Apolo, o ex-deus olimpiano terá que libertar um oráculo assustador das mãos de um velho conhecido.Não basta ter perdido os poderes divinos e ter sido enviado para a terra na forma de um adolescente espinhento, rechonchudo e desajeitado. Não basta ter sido humilhado e ter virado servo de uma semideusa maltrapilha e desbocada. Nããão. Para voltar ao Olimpo, Apolo terá que passar por algumas provações. A primeira já foi: livrar o oráculo do Bosque de Dodona das garras de Nero, um dos membros do triunvirato do mal que planeja destruir todos os oráculos existentes para controlar o futuro.Em sua mais nova missão, o ex-deus do Sol, da música, da poesia e da paquera precisa localizar e libertar o próximo oráculo da lista: uma caverna assustadora que pode ajudar Apolo a recuperar sua divindade ― isso se não matá-lo ou deixá-lo completamente louco.Para piorar ainda mais a história, entra em cena um imperador romano fascinado por espetáculos cruéis e sanguinários, um vilão que até Nero teme e que Apolo conhece muito bem. Bem demais.Nessa nova aventura eletrizante, hilária e recheada de péssimos haicais, o ex-imortal contará com a ajuda de Leo Valdez e de alguns aliados inesperados ― alguns velhos conhecidos, outros nem tanto, mas todos com a mesma certeza: é impossível não amar Apolo.

E aí gente linda! Tudo bem com vocês? 

A resenha de hoje é do livro de um autor que me acompanha desde 2010! Estamos falando de A Profecia das Sombras, 2º volume da série As Provações de Apolo escrita pelo glorioso Rick Riordan. 

Continuando os acontecimentos do término do 1º livro, agora Apolo, ciente de seu castigo na Terra no corpo de um mortal comum chamado Lester Papadopoulos, e também ciente de sua missão de encontrar os Oráculos antes que seu arqui-inimigo, o Triunvirato do mal, os encontre e os controle/destrua, ele precisa domar o seu ego inflado e lidar com muitas questões acontecidas centenas de anos atrás. 


Eu não sei como o Rick Riordan tem criatividade pra continuar criando e criando e criando sempre mais. Mesmo com a fórmula do mais do mesmo de suas séries, ele nos apresenta a novos deuses, a um casal de ex-caçadoras de Ártemis e a um imperador sanguinário que pelas pessoas o idolatrarem acabou virando um deus! Meu coração também não aguentou quando viu que Léo (semideus filho de Hefesto) e Calipso (uma feiticeira passou milênios presa em uma ilha que ninguém encontrava) quem acompanharia Apolo nessa missão. O cenário? Os Estados Unidos!

Uma coisa que eu tenho curtido muito nos últimos livros do tio Rick é que ele vem inserindo a representatividade LGBT em suas histórias, como exemplo, a bissexualidade do deus Apolo desde os primórdios do mundo, somado a muita aventura e piadas verdadeiramente engraçadas do tipo que te fazem rir alto, pois se encaixam perfeitamente no contexto. 


Essa foi outra de minhas leituras que eu não vi o tempo passar enquanto lia, e que fiquei chocada com a velocidade que terminei o livro, já querendo o terceiro volume, chamado O Labirinto de Fogo. 

Atualmente a série possui 4 livros (O Oráculo Oculto, A Profecia das Sombras, O Labirinto de Fogo e A Tumba do Tirano), com o 5º programado pra lançar em novembro de 2020 chamado A Torre de Nero. 

Se eu indico a leitura? COM TODA CERTEZA!

O Oceano no Fim do Caminho | Neil Gaiman | Fantasia | Intrínseca | 2013 | 208 pág | ⭐⭐⭐⭐

Sinopse: Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas.

Eu amo a escrita do Neil Gaiman e os mundos que ele cria, então eu nem sei por que esse livro tava empacado na minha estante. Talvez deva ser pelo tamanho dele que não se destaca frente aos outros livros quando vou pegar uma nova leitura na estante. Pois bem, me arrependo de não o ter lido antes!


A história começa com um rapaz que retorna a cidade onde passou a infância depois de 40 anos para um velório. Ninguém sabe de que é o velório e ninguém sabe qual o nome do protagonista, façanhas que só Neil Gaiman consegue fazer, uma trama onde nunca é dito o nome do personagem principal kkk Continuando, esse homem retorna e decide pegar a estradinha de terra que leva a casa no final dela onde ele e sua amiga Lettie Hempstock passaram senão a maior e mais perigosa das aventuras. A partir daí, o homem começa a relembrar o passado e a história passa a ser narrada pelo seu eu de 7 anos de idade e em primeira pessoa.


Tudo começou com um suicídio que despertou uma força maligna, uma espécie de demônio, capaz de dar aquilo que o ser humano mais deseja. É aí que ele conhece Lettie e ambos partem o que seria um mundo paralelo para aprisionar esse ser, que acaba fazendo do garoto uma ponte para se instalar no mundo dos humano e muita coisa passa a acontecer desde então.


Amante de livros e fantasias, o menino passa a viver o que ele achava que só encontraria em suas leituras: uma trama assustadoramente fantástica, que nos mostra o poder do amor, da amizade e da confiança, repleto de sentimentos que temos quando éramos crianças (e que se bobear temos até hoje), como o medo do escuro, de perder a família e de ficar sozinho pra sempre.

Não poderia deixar de destacar que Gaiman deixou um papel importantíssimo para as mulheres da trama: a vilã é uma mulher e as heroínas que salvam o mundo também são mulheres!


Mais uma épica leitura de um dos meus autores favoritos não poderia ser diferente. A leitura é fluída e rápida, tudo isso devido a escrita perfeita de Neil Gaiman e a diagramação impecável da editora Intrínseca. A capa é muito condizente com a história que se passa, coisa que raramente acontece nos livros. Resumidamente, o que era pra ser só mais uma fábula sobre curiosidade e imaginação infantil, passa a ser uma linda história onde as experiências que temos na infância afetam nossa vida adulta. 

Um livro pequeno mas com um potencial gigantesco.
Objetos Cortantes | Gillian Flynn | Romance Policial | Intrínseca | 2015 | 254 páginas | ⭐⭐⭐⭐

✁ Sinopse: A vida da solitária Camille Preaker em Chicago resume-se a escrever matérias para a editoria de polícia do jornal Daily Post, beber vodca além da conta e torturar-se pelo passado que deixou para trás na pequena Wind Gap, sua cidade natal. É para lá que seu editor a envia em busca de um furo de reportagem. Naquela comunidade ao sul do Missouri, um serial killer faz de crianças suas vítimas. Recebido com entusiasmo pelo público e pela crítica dos Estados Unidos, Na própria carne, romance de estréia de Gillian Flynn, descreve o tumultuado reencontro da protagonista Camille Preaker com os fantasmas de sua própria história.
✁
Eis que depois de muito tempo saio de um limbo onde não conseguia ler nem produzir nada. A gente tem daquelas fases que bate a bad e não temos ânimo nem pra fazer aquilo que mais gostamos. Mas o bom é que com o estímulo certo essas fases acabam passando e retornamos para o nosso ninho de leitura.

Pra marcar o meu retorno (que não é de Jedi), decidi ler Objetos Cortantes e conhecer a leitura da querida Gillian Flynn.


O livro conta a história de Camille Preaker, uma jornalista quebrada psicologicamente que é enviada para a sua cidade natal a fim de cobrir um assassinato e um desaparecimento, ambos fatos envolvendo menininhas "difíceis de lidar". Retornando ao lar (parece título do homem aranha kkk), Camille revê algumas personalidade que fizeram da vida dela um pouco melhor naquele local, e outras personalidades que tiveram um efeito contrário: sua mãe e a morte prematura de sua irmã mais nova transformam o que era pra ser uma tarefa simples, relatar as tragédias ocorridas, em uma experiência sufocante narrado em primeira pessoa.


O desenvolvimento da trama transcorreu fluidamente, porém com um formato bem compacto. Mesmo sendo um romance policial, a autora não deixou pontas soltas, o que me surpreendeu bastante unindo a um suspense sutil sem muitas possibilidades de assassinos em potencial. Confesso que quando estava passando da metade do livro eu já tinha uma clara ideia de um possível suspeito e, somando os pequenos elementos que a Gillian ia soltando na narrativa, eu fui ligando os pontos e acabei acertando o palpite do assassino.

A edição é bem simples da editora Intrínseca, com 254 páginas em offwhite e espaçamento bem distribuídos, com a capa opcional da série lançada pela HBO.


Por fim, um livro que retrata (além da expectativa de resolver os assassinatos) os problemas psicológicos gerados pela família que contribui na personalidade de um ser humano que convive com uma família perturbada. Apesar do suspense leve, o drama é bem intenso no contexto de Camille/Mãe/Irmã fazendo com que você torça para que a protagonista vença suas dificuldades.
Título Original: The ship of the dead
Título no Brasil: O Navio dos Mortos
Autor: Rick Riordan
Gênero: Literatura fantástica, Mitologia nórdica, Ficção juvenil
Editora: Intrínseca
Ano da Edição: 2017

Sinopse: O destino dos mundos está de novo nas mãos de Magnus Chase. Será que ele vai conseguir derrotar Loki de uma vez por todas? Nos dois primeiros livros da série, Magnus Chase, o herói boa-pinta que é a cara do astro de rock Kurt Cobain, ex-morador de rua e atual guerreiro imortal de Odin, precisou sair em algumas jornadas árduas e desafiar monstros, gigantes e deuses nórdicos para impedir que os nove mundos fossem destruídos no Ragnarök, o fim do mundo viking. Em O navio dos mortos, Loki está livre da sua prisão e preparando Naglfar, o navio dos mortos, para invadir Asgard e lutar ao lado de um exército de gigantes e zumbis na batalha final contra os deuses. Desta vez, Magnus, Sam, Alex, Blitzen, Hearthstone e seus amigos do Hotel Valhala vão precisar cruzar os oceanos de Midgard, Jötunheim e Niflheim em uma corrida desesperada para alcançar Naglfar antes de o navio zarpar no solstício de verão, enfrentando no caminho deuses do mar raivosos e hipsters, gigantes irritados e dragões malignos cuspidores de fogo. Para derrotar Loki, o grupo precisa recuperar o hidromel de Kvásir, uma bebida mágica que dá a quem bebe o dom da poesia, e vencer o deus em uma competição de insultos. Mas o maior desafio de Magnus será enfrentar as próprias inseguranças: será que ele vai conseguir derrotar o deus da trapaça em seu próprio jogo?

Nota:

O final de qualquer série do Rick Riordan é sempre bem traumático pra mim, por que me apego tanto aos personagens e a história em sim que é difícil dizer tchau. Entretanto, entendo que nada dura para sempre, e depois de enrolar muito venho trazer pra vocês a resenha do último livro da trilogia de Magnus Chase e Os Deuses de Asgard.

Resenha do Livro 01 - A Espada do Verão | Resenha do Livro 02 - O Martelo de Thor

O Navio dos Mortos dá continuação aos outros dois livros, onde vemos Magnus Chase envolvido até o último fio de seu cabelo no tão famoso e sonhado Ragnarok (fim do mundo). Na trama, o garoto, junto com seus amigos, precisa encontrar Naglfar, um navio onde Loki está juntando seu exército de mortos vivos com um exército de gigantes com o único objetivo de navegar até o HAHAHAH para dar início ao Ragnarok e, apesar de todos os deuses entenderem o fim do mundo como uma coisa escrita pelo destino que não tem como mudar, eles também entendem que essa não é a hora de consumar o tal fato histórico, pois gostam da vida que levam nos tempos atuais. E é por isso que dão essa missão a Magnus, Sam, Alex, e seus amigos do querido andar 19 (Gunderson, Mallory e T.J.).


 No início do do livro vemos um diálogo de Magnus com sua prima Annabeth e Percy Jackon, fato que me bateu uma nostalgia tão grande das sagas anteriores que me arrancou alguns suspiros. Na cena, o casal tenta dar algumas dicas de luta e mergulho em alto mar para a missão que Magnus vai enfrentar.

Depois de anotadas as dicas, o filho de Frey parte com seus amigos em alto mar em um navio amarelo berrante que ganhou de seu pai, carinhosamente chamado de Bananão pelos seus amigos. E é nos mares que eles passam pelas maiores aventuras, fazendo pequenas grandiosas missões, juntando as peças do quebra-cabeça e entendendo o poder da amizade como uma família.

Os personagens foram muito bem construídos nos livros anteriores, e nesse desenrolar da história vemos mais um pouco sobre como as diferenças culturais são importantes para unir uma equipe, e também sobre como o conceito de pai e mãe são extremamente diferentes para pessoas diferentes.


No livro, conhecemos um pouco mais do passado de Mestiço Gunderson, um einherjar que morreu numa invasão Vinking na Inglaterra e que, nessa missão com Magnus retorna as terras congeladas onde nasceu e foi criado e tem lembranças do local. Vemos também Mallory Keen, que mostrou sua importância como uma guerreira e a principal coadjuvante nessa batalha contra o deus Loki. A história sobre seu passado também foi a que mais me emocionou, pois o que a fez se tornar uma einherjar foi que morreu, em 1972, tentando desarmar um carro bomba, e só no 3º livro (2017) descobriu qual deusa era sua mãe. T.J. (ou Thomas Jefferson Jr.), filho de Tyr, era um escravo fugitivo, que lutou na guerra civil americana e foi morto em campo de batalha.

Os personagens dos livros anteriores permanecem firmes e fortes nessa missão, como Samirah al-Abbas e Alex, ambas filhas de Loki, Hearthstone o elfo que sabe magia, e Blitz, o anão mais estiloso dos 9 mundos.


O livro é bem curtinho, apenas 368 páginas e a capa é em alto relevo assim como os outros. Apesar da história ter se desenrolado bem, achei que a batalha final foi bem rápida, talvez fosse pelo fato do único modo de vencer Loki tenha sido por um duelo de insultos, o que não torna o livro ruim, pelo contrário, você acha que o duelo vai tomar uma direção, mas toma outra bem diferente e inesperada.

Eu gostei bastante da leitura, bem leve e divertida, classicamente escrito por Rick Riordan.
Espero que gostem da trilogia tanto quanto eu.
Título Original: Neverwhere
Título no Brasil: Lugar Nenhum
Autor: Neil Gaiman
Gênero: Fantasia, ficção
Editora: Intrínseca
Ano da Edição: 2016

Sinopse: Richard Mayhew é um jovem de bom coração com uma vida banal, que é transformada quando ele ajuda uma garota que encontra ferida na rua. No dia seguinte, Richard deixa de existir para o mundo, como se tivesse se tornado invisível. Aquele pequeno ato de bondade o lança em um mundo que ele jamais sonhou em existir, uma Londres subterrânea em que figuras inusitadas surgem dos esgotos e das estações de metrô, um mundo povoado pela escuridão. Agora, Richard vai precisar aprender a sobreviver nessa nova cidade das sombras e surpresas, de assassinos e anjos, se quiser algum dia recuperar sua antiga vida na Londres que ele sempre conheceu.


Nota:



Tá aí o meu primeiro Gaiman lido com muito orgulho, ganhado de presente de aniversário, no final do ano passado. Confesso que eu estava bem ansiosa e tinha muita curiosidade pra entrar no universo da escrita desse autor que eu mal conhecia e já considero muito rs. Lugar Nenhum é um livro baseado numa série de televisão lançada pela BBC em 1996 com o intuito de "falar sobre as pessoas que vivem na margem, sobre os desvalidos, usando, para tanto, o espelho da fantasia."


A história começa quando Richard, um dos personagens principais se muda para Londres em busca de trabalho e uma vida comum. Ele consegue isso por 3 anos, um bom emprego e uma noiva fazem parte de sua rotina quando de repente surge uma menina ferida no meio da rua, e não conseguindo ignorar a situação ele a leva para sua casa para cuida-la, é quando tudo em sua vida fica de cabeça para baixo. Após cuidar de Door, Richard some completamente do mundo em que vive, é como se ele nunca tivesse existido, as pessoas não se lembram de sua existência, tudo que é relacionado a ele passa a não ter mais sentido também, como sua conta bancária que fica como inexistente, seu posto no trabalho que passa a não existir mais, e até seu apartamento é alugado para outra pessoa. Pensem no desespero disso acontecer do nada...


É aí então que Richard mergulha num mundo totalmente desconhecido pelas pessoas normais, um mundo sombrio, com criaturas peculiares que passa despercebido pelos seres humanos, a Londres de baixo, um mundo invertido composto por estações de metrô, túneis de esgotos e até catacumbas construídas centenas de anos atrás. E os seres que habitam essa dimensão não poderiam ser diferentes... Haja imaginação para criar tantos personagens com personalidades tão bem construídas.


Door é a garota misteriosa que muda a vida de Richard e o leva para a Londres de baixo. Ela tem o poder de abrir portas e criá-las onde não há. Após a morte de sua família é induzida pela vingança a achar os assassinos de seus pais e, com isso conta com a ajuda de Hunter, uma excelente caçadora sem emoções e De Carabás, um marquês que "contrabandeia favores". A vilania fica por conta da dupla de assassinos de aluguel totalmente sem escrúpulos que não dispensam uma tortura, Sr Croup e Sr Vandemar.


A narrativa é toda feita em terceira pessoa, a leitura flui muito bem mesmo sendo dividida em cenários diferentes diversas vezes em um mesmo capítulo. Apesar de eu não ter criado carisma por nenhum personagem em si, todos eles são muito bem construídos na minha opinião. 

Só lembrando, existe uma edição anterior lançada pela Conrad, porém, esta mais recente é a edição preferida de Neil Gaiman, pois nela há combinações dos textos originais das edições inglesa e americana onde foi corrigida algumas redundâncias, criando esta nova (e talvez definitiva) versão.
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