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A Mulher e o Vento | Fabiana Ferraz | Mistério | Editora Corvus | 2020 | 46 pág | ⭐⭐⭐⭐ 
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Sinopse: Ana é uma jovem recém casada que deixou para trás a família para viver com o marido num litoral frio e chuvoso. No entanto, o casamento está bem longe de ser o conto de fadas idealizado... Isolada e angustiada por um marido ausente e uma tempestade que se anuncia no horizonte, mas que nunca chega, Ana começa a ouvir vozes e o que elas dizem pode ser perturbador. Ela deve confiar naquilo que está diante dos seus olhos ou nos sussurros que o vento lhe traz?

Olá pessoas lindas do meu coração! Tudo bem com vocês? Comigo tá tudo certinho!

Fazia tempo que não linha nenhum conto e percebendo que estava pra entrar pra mais uma ressaca literária por causa de uma leitura que tô tendo, resolvi refrescar minha cabeça e ler um conto pra não sobrecarregar muito a minha mente.


A Mulher e o Vento eu recebi em parceria com a Editora Corvus e confesso que me surpreendi muito positivamente com a leitura. O conto narra uma breve parte da vida de Ana Carolina, que recém casada, parte para morar na mansão de seu marido e é aí que começa a bizarrice da história, pois Ana começa a ouvir seu nome sendo sussurrado e segue o chamado para obter respostas. Com isso, Ana descobre um pouco do passado de seu marido e de sua família.
A trama tem como base aquela narrativa misteriosa, onde ficamos aflitos em saber o que está por vir. A autora teve o talento de nos fazer sentir empatia pela protagonista, e isso se segue até o fim da história. Os personagens são descritos bem superficialmente, onde só nos são apresentados alguns traços da aparência deles fazendo com que eu sentisse um pouquinho de falta da descritiva de suas personalidade. Contudo, isso é plausivelmente compreensível, visto que estamos falando de um conto e não de um livro completo.

A narrativa da Fabiana é muito fluída e a história muito bem contada, com início, desenvolvimento e fim bem coerentes. Tenho pra mim que a história desse conto tem tudo pra virar um baita livro de suspense e terror, e em alguns momentos me lembrou um pouco do filme "A Colina Escarlate" rsrsrs

Enfim, recomendo o conto pra quem deseja uma leitura rápida e com uma boa pegada de mistério. A editora Corvus acertou novamente, e eu recomendo com empenho que leiam.

O conto está disponível na Kindle Unlimited e pode ser acessado através desse endereço.

Um abraço a todos e até o próximo post!

Olá pessoas lindas do meu coração! Tudo bem com vocês? Por aqui tá tudo certinho!

Nada melhor como um domingo de páscoa para animar as cadeiras e voltar pra esse cantinho, não é? Entrei numa ressaca literária somado a uma bad que achei que não fosse ter fim. Mas como já dizem, o Sol vem depois da tempestade. E pra iluminar todos nós escolhi trazer uma tag pra vocês com a temática de páscoa.

Todos estão convidados a responder e me marcar pra que eu possa ver suas respostas hein! Essa eu vi no perfil @meumundoemlugar e se chama #pascoaliteraria.

Vem ver!

> Trufa - livro pequeno para ler rápido:
📝Vilãs, da editora Corvus; é uma antologia de contos que dá pra ler em uma tarde; 
> Chocolate Amargo - livro com tópico obscuro:
📝 Numezu, de Alexandre Moreira;

> Chocolate com Caramelo - livro meloso:
📝Acreditam que não consigo pensar em nenhum?;

> Ovo de Colher - livro para se divertir:
📝Qualquer um do Rick Riordan;

> Kinder Ovo - livro que te surpreendeu:
📝Limbo, não esperava uma qualidade tão grande desse livro e isso me surpreendeu muito;
> Chocolate Branco - livro leve e bem-humorado:

📝A Turma da Rua Quinze, um clássico da coleção vagalume e da literatura infantojuvenil;

> Chocolate com Amendoim - livro recheado de emoções:

📝O Oceano no Fim do Caminho, o esperado de qualquer livro do Gaiman;

> Ovo Recheado - uma historia cativante:

📝 O Canto mais Escuro da Floresta, Holly Black me encantou com um mundo totalmente diferente;

> Chocolate ao Leite - livro bem clichê:
📝Meu Coração e Outros Buracos Negros, acho que é o mais próximo de clichê que eu cheguei nas minhas leituras kkk;

> Chocolate Light - livro que você leu por obrigação e amou:
📝O Extraordinário, li ele pra fazer um trabalho no 2º período da faculdade e AMEI;

> Chocolate com Pimenta - livro que te tirou da zona de conforto:
📝 Olhos Negros da Flávia Kalpurnia, pois não estou acostumada com romances eróticos;

> Chocolate Quente - um livro que te conforta:
📝 O Hobbit, me conforta desde a primeira vez que o li.

> Ovo Quebrado - livro que destruiu suas estruturas: 
📝 A trilogia A Rebelde do Deserto, não esperava uma história tão boa dentro de uma temática tão diferente

Eles | A. T. Sérgio | Fantasia | Editora Luva | 2019 | 188 pág | ⭐⭐⭐⭐
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Sinopse: O que deveria ser um dia festivo, durante a promoção de aniversário de uma loja de doces, se transforma em caos quando criaturas atraídas pela reflexão da luz invadem a pequena e interiorana cidade de Santa Clara da Paciência, durante o verão de 1994. Adalberto Flores Masseiro, um comerciante de quarenta anos, sedentário e apegado a uma rotina tranquila, precisa se adaptar para sobreviver em meio ao desparecimento de habitantes e o surgimento de situações em que suas capacidades física e mental são levadas a extremos perigosos. Quem são “eles”? De onde vieram e o que procuram? Essas são as perguntas que o acompanham e levam a escrever seu relato pessoal e sombrio, descrevendo os acontecimentos do tempo em que passou em fuga. Ele sabe que precisa “não olhar para ver” e monta um plano para tentar se livrar desses seres sinistros. Ele pode perder tudo, até a própria vida, mas há muito mais em jogo, dependendo exclusivamente de sua capacidade de agir.


Demorou mas saiu a resenha de mais uma parceria sensacional que eu tive o prazer de ter! Recebi o convite pra ler essa ficção científica nacional e não tive nenhum arrependimento nisso. Por que será? Eles conta a história da cidade pacata chamada Santa Clara que protagoniza um acontecimento que vai mudar sua existência pelo resto dos tempos.


Adalberto, mais conhecido como seu Beto tem uma loja de doces e, no que era pra ser um festivo dia de seu aniversário, os seres conhecidos como "Eles" aparecem na cidade causando a maior confusão. Atraídos pela luz, esses seres absorvem a energia dos seres humanos para si, com o intuito de não despertar um mal maior feito de trevas de outro mundo (oi?) Isso mesmo, com o objetivo de não fazer mal ao mundo deles, eles fazem mal ao nosso mundo; outro ponto bem criativo da trama é que esses seres não são visíveis a olho nu, apenas os percebemos em nossa visão periférica, podendo enxergá-los também através de qualquer objeto refletivo. "É preciso não olhar para ver".


Parece loucura, e eu demorei alguns dias pra processar a história desse livro e depois de compreendida achei genial!

Um infanto-juvenil de qualidade, que segue a linha da ficção científica de seres de outro plano, com a fantasia de um mundo paralelo ao nosso, coisa que vimos aos montes por aí hoje em dia nas histórias. É basicamente uma mistura das histórias da coleção vagalume com uma pitada da série Stranger Thins, ambas coisas que adoro.


Após os acontecimentos iniciais na loja de doces de seu Beto, ele se junta a Clara, uma menina ruiva muito esperta e inteligente, e partem em busca de respostas para os acontecimentos. A partir daí é eita atrás de eita em uma narrativa rica em detalhes que te fazem viajar de verdade. De uma escrita fluída, própria ao público alvo, o autor consegue nos transportar para um mundo fantástico, paralelo ao nosso, e nos faz questionar se isso poderia estar acontecendo neste exato momento de verdade.

Sobre A. T. Sérgio (o Autor)
Escritor pernambucano, romancista, organizador e participante de antologias nos gêneros terror, suspense, mistério e policial, publicado por diversas editoras nacionais e através da plataforma independente da Amazon. Autor Hardcover, plataforma de aperfeiçoamento da escrita desenvolvida pela Vivendo de Inventar, teve seu livro “Eles” como finalista do prêmio SweekStars, edição 2018. Colunista do portal “Literanima”, publica textos periódicos sobre criatividade e forma de escrita. Redator da revista digital "A Arte do Terror", exerce também o cargo de Diretor Financeiro na Associação Brasileira de Escritores de Romance Policial, Suspense e Terror – ABERST.

Numezu | Jorge Alexandre Moreira | Terror | Editora Monomito | 2019 | 184 pág | ⭐⭐⭐⭐⭐
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Sinopse: É a última chance para Laura e Raoul. Mentiras, drogas e traição arrastaram seu casamento ladeira abaixo e eles apostam suas últimas fichas nas férias em um veleiro. Os dois isolados, em um lugar de sonho. Se não funcionar, o que funcionaria? Mas Raoul volta de um mergulho trazendo uma estranha e antiga estátua. A imagem de um ser esquecido, aprisionado por uma terrível maldição. Sob sua influência, Raoul enlouquece e Laura terá que lutar pela própria vida. Enquanto isso, em terra, Gaspard, um jovem francês, foge desesperadamente de seus próprios demônios. Por destino ou acaso, os caminhos de todos eles estão prestes a se cruzar. Com consequências assustadoras.


E foi mergulhando de cabeça na literatura nacional que resolvi entrar nessa empreitada de ler Numezu e acreditem em mim quando digo que não me arrependi nem um pouquinho em abrir os olhos para um terror nacional de qualidade.

Esse livro foi recebido em parceria com o autor Jorge Alexandre Moreira e conta duas histórias paralelas, com a narrativa alternada entre Gaspard, um jovem que depois de muitos questionamentos resolve dar um basta em seu relacionamento digamos que abusivo emocionalmente, e com o sentimento de evitar o máximo contato possível de sua ex sai em disparada rumo ao sul da França usando os últimos centavos que lhe restam.


Do outro lado, vemos um casal que parte em uma luxuosa viagem a bordo de um veleiro particular em busca de resgatar o amor há muito tempo perdido. Com mentiras, drogas e traição como base do relacionamento, Laura e Raoul vêem nessa viajem uma chance de salvar seu casamento. Praticante de mergulho, Raoul parte mar a fundo e retorna com um achado que o encanta a primeira vista, uma estátua de um deus/demônio que viveu eras antes e vê em Raoul a oportunidade perfeita de usá-lo para reencarnar em seu corpo e continuar a fazer as atrocidades que fazia quando era feito de carne e osso.

Eu nunca tinha lido uma história com uma narrativa tão aterrorizante e crua, mas que ao mesmo tempo soa como poesia, visto que a narrativa é fluida e direta. Mesmo com o terror e as cenas que o envolvem, nos importamos com os personagens e com o destino que eles possam ter a cada ato realizado. Essa imersão na trama se deu logo na primeira página, e foi como se eu estivesse hipnotizada e não conseguisse parar de ler o livro enquanto não chegasse no ponto final.


A história se desenvolveu muito bem, todos os cenários muito bem detalhados, e o tema de fundo sendo o verão francês me encantou muito. No final, temos uma surpresa já esperada quanto as duas tramas que se desenvolviam paralelamente, contudo o desenrolar de Laura é que me afligia muito, haviam vários desenrolares para o final dela, mas o autor resolveu dá-la o melhor possível e conseguiu aquecer meu coração lá na última página.

Recomendo a leitura, mas se você é sensível a temas como abuso, uso de drogas e afins, pode ser uma leitura difícil.

Compre o livro Numezu na Amazon ou no site do Autor.

Sobre Jorge Alexandre Moreira (o Autor)
Jorge Alexandre Moreira é tão velho que vendeu assinaturas de TV a cabo de porta em porta e trabalhou em loja de CDs. Leitor ávido desde sempre, devoto de Stephen King, Clive Barker, Rubem Fonseca e Jorge Amado, foi militar do Exército por quase 6 anos, tentou vender joias - sem nenhum sucesso - e teve uma passagem infernal por uma rede de supermercados francesa, onde trabalhar de 12 a 14 horas por dia, sem receber um centavo de horas extras, fazia parte da rotina. Seu romance de estreia, "Escuridão", uma história de terror ambientada na Amazônia, com um conflito entre Brasil e EUA como pano de fundo, foi considerada pelos sites Biblioteca do Terror e Acervo do Leitor como um dos melhores livros de terror já publicados no Brasil.  Em 2018, lançou "Parada Rápida", uma novela de suspense sobre o misterioso desaparecimento de uma mulher, em um posto de gasolina, durante uma viagem de férias. Participou das duas edições do Ghost Story Challenge, com contos nas antologias "Confinados" e "Numa Floresta Sombria".  Seu último lançamento, "Numezu", conta a história de um casal em crise, isolado em um veleiro, enquanto o marido enlouquece, por conta de uma influência demoníaca.

Vilãs | Clara Madrigano | Antologia | Editora Corvus | 2019 | 174 pág | ⭐⭐⭐⭐⭐
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Sinopse: Madrastas. Rainhas más. Princesas injustiçadas. Mulheres traídas. Vilãs nos acompanham desde os primeiros contos de fadas, destinadas à derrota para que os heróis possam triunfar. Agora, vamos conhecer as versões delas. De maçãs envenenadas a vinganças de feiticeiras traídas, a antologia VILÃS desperta o lado mais obscuro da fantasia.

Desde criança eu sempre tive uma afeição pelos vilões que eu acompanhava na telinha, e mesmo com os arrepios que eles me faziam sentir, eu tinha uma mega curiosidade em saber como era a vida deles "por trás daquela história" (tanto que tinha sonhos muito loucos com os vilões, onde eles visitavam a minha casa ou vinham conhecer o meu bairro, coisa de criança mesmo kkk).


Fruto dessa parceria maravilhosa com a editora Corvus, pude escolher pra conferir esse livro de contos que retrata o lado das vilãs (algumas da disney, outras da vida) de uma forma muito surpreendente. Sério gente, eu achei que seria tudo muito colorido e que as vilãs teriam uma justificativa aceitável para fazerem o que fizeram, mas não! Com narrativas sombrias, descobrimos a cada conto que nem sempre precisamos de um motivo para nos tornarmos vilãs, as vezes o próprio destino nos leva a conhecer um lado obscuro que nem imaginávamos ter dentro de nós mesmos.


Composto de 10 contos escritos por 10 escritoras, o livro Vilãs nos faz viajar nessa antologia onde as mulheres recebem e merecem os holofotes que lhes são dados, indo de vilãs da Disney até as vilãs do folclore. Não tenho o que reclamar da narrativa, todas elas fluíram com a mesma facilidade que um rio corre em seu leito. 
Os Contos são:
01. Abandonada;
02. A Mais Bela;
03. A Face da Inocência;
04. Bendita Seja a Criação, Maldita é a Criatura;
05. Mal de Ojo;
06. Marcada;
07. Os Sóis de Maria;
08. A Assassina do Príncipe;
09. Ao Ouvir os Sussurros da Morte, Ela Respondeu; e
10. A Natureza das Minhas Intenções.
Recomendo muitíssimo essa leitura, nos tempos atuais em que mulheres estão buscando o seu espaço merecido na sociedade, nada como uma boa leitura escrita e organizada por mulheres, mas que todos podem desfrutar sem exceções!

A Casa do Penhasco | Agatha Christie | Mistério | L&PM Pocket | 2011 | 224 pág | ⭐⭐⭐⭐
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Sinopse: Uma semana de férias no ensolarado litoral da Cornualha... Esse parecia ser o cenário perfeito para coroar o fim da brilhante carreira do detetive Poirot, ao lado de seu inseparável companheiro, o capitão Hastings. No entanto, o clima de tranquilidade é quebrado quando eles conhecem a srta. Buckley, uma jovem de ar rebelde e herdeira da Casa do Penhasco, que diz ter escapado da morte diversas vezes nos últimos dias. Seriam meros acidentes? Ou haveria alguma explicação sinistra por trás disso? Empolgado, Poirot decide abandonar os planos de aposentadoria e volta à ativa para mais um intrigante caso que testará todas as suas habilidades.

O Detetive Belga, de férias em um luxuoso hotel com seu parceiro, o capitão Hastings, está se sentindo velho e cansado e já auto-intitulado aposentado, se depara com uma clara tentativa de assassinato. A senhorita Nick Buckley é uma mulher solteira, que, além de herdeira de uma enorme mansão no alto de um penhasco, tem personalidade alegre, inteligente e querida por todos que a conhecem. Recentemente a jovem tem sofridos pequenos acidentes quase que fatais e, o ultimo, onde imaginava uma abelha zunindo em seu rosto na verdade era uma bala cruzando a aba de seu chapéu.


Poirot então decide entrar no caso e descobrir quem está por trás desses acidentes que poderiam ter tirado a vida da Srta Nick. Confesso que achei a trama um tanto quanto diferente, e talvez se deva ao fato de eu ainda não estar acostumada com a escrita da Agatha, mas temos uma até então tentativa de assassinato, e só no meio do livro tem de fato um assassinato.

No livro somos apresentados a trama e à teia de personagens que a compõem, conhecendo seus defeitos, qualidades e motivos que os levariam a cometer tal crime, típico de um romance policial. A autora dá a possibilidade de vários suspeitos terem cometido o crime, e a partir de um ponto da história nos direciona a apenas um suspeito, contudo, não foi este quem cometeu o crime. A narrativa é em primeira pessoa, sobre o ponto de vista do capitão Hastings, que, como um amigo de Poirot acaba sempre dando opiniões sinceras sobre o jeito de ser e agir exibido do parceiro.

Achei a história desse livro um pouco fraca comparando com as outras que tive da autora, mas talvez isso se deva ao fato de que parte dela é de reflexões de Poirot sobre a vida e sobre o quanto ele vê que o caso está sendo difícil de se resolver, ele se vê encurralado e muitas vezes sendo enganado pelo assassino. Mas a boa notícia é que o bem sempre vence e é o que acontece na trama.


A edição pocket é bem simples, com fontes e espaçamentos reduzidos, mas com folhas do miolo em offwhite o que não dificultou nem um pouco a leitura. Pra um livro adquirido na black friday por R$10,00 não tenho o que reclamar.

No mais, acho que é um livro muito pouco falado da Agatha Christie, mas que também merece destaque aqui nesse cantinho.

The Kiss of  Deception #01 | Crônicas de Amor e Ódio | Mary E. Pearson | Romance/Aventura | DarkSide Books | 2016 | 406 pág | ⭐⭐⭐⭐⭐
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Sinopse: Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma menina de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre o reino de Dalbreck através de uma aliança política.


Eis que o final de 2019 me trouxe uma grande surpresa com essa leitura que decidi não sei por quê motivos tê-la. The Kiss of Deception é o primeiro livro de uma trilogia chamada Crônicas de Amor e Ódio e nele somos apresentados a Lia, a primeira filha que para apaziguar os ânimos políticos é prometida pelos pais a se casar com o príncipe de Dalbreck. Inconformada com a situação em que foi colocada, Lia foge com Pauline, sua criada e melhor amiga, e decide viver uma vida "de gente normal" na cidade vizinha, chamada Terravin, onde passa a trabalhar em uma espécie de taberna que pertence a uma tia de Pauline. Apesar dos esforços para apagar seus rastros, elas acabam sendo encontradas por um assassino contratado para matar Lia e pelo príncipe rejeitado por ela no dia do casamento, e aí é que tá o samba do crioulo doido: ninguém sabe quem é quem e a trama se desenvolve quase que completamente nessa vibe.


Esse é o meu primeiro contato com a escrita de Mary e confesso que estou muito surpresa. Não esperava algo tão envolvente, rico em detalhes e que não te desse vontade de largar a leitura. A última vez que isso aconteceu foi com a trilogia de Corte de Espinhos e Rosas e me senti uma orfã quando udo acabou.

Todo o livro é narrado em primeira pessoa pela protagonista Lia, com poucos e pequenos capítulos narrados pelo príncipe e pelo assassino que, ao desenvolverem a trama com Lia, acabam por meio que formarem o início do que seria um triângulo amoro fazendo com que o foco do livro seja o romance. Porém, não um romance qualquer, mas sim um com cenário na era medieval onde vikings e "civilização" estão em conflito, fato esse que faz com que a política seja uma das engrenagens principais da história.


Ainda assim com cenas de aventuras de tirar o fôlego, ao que a trama vai se desenrolando para o final é inserido a fantasia e um toque mágico é deixado: segundo a tradição, todas as primeiras filhas do reino de Morrigan recebem o dom da visão, um tipo de clarividência que Lia até então não acreditava possuir.

Outra coisa bem interessante foi que a autora passou longe de nos deixar na companhia de uma protagonista doce e frágil (que por sinal esse é o papel de Pauline). Lia é uma mulher forte e determinada, muito a frente do seu tempo, que impõe aquilo que quer e muitas das vezes, incompreendida, acaba tendo a fama de uma mulher que não sabe o seu lugar no mundo.


O final foi bem surpreendente, confesso que não esperar uma atitude como aquela do príncipe, mas que loucuras um homem apaixonado é capaz de fazer, não é mesmo? Mais surpreendentemente ainda é a possibilidade de conhecer mais um novo mundo, que acredito que será apresentado no próximo volume.

A edição da darkside é linda, impecável como sempre, veio com um pôster onde a imagem é a capa do livro, em capa dura, com muitas imagens de mapas e folhas em offwhite.

Foi com medo de pegar uma ressaca literária que não comecei a leitura do segundo livro de imediato, mas pretendo fazer isso muito em breve, pois não aguento mais de ansiedade.

Limbo | Thiago D'Evecque | Fantasia Sombria | Amazon | 2015 | 243 pág | ⭐⭐⭐⭐⭐

Sinopse: O Limbo é para onde todas as almas vão após a morte. Além de humanos, deuses esquecidos e espíritos lendários também vagam pelo plano. Muitas almas sabem exatamente onde estão e por que; a maioria, entretanto, ainda tem a impressão de estar viva. A morte é um hábito difícil de se acostumar. Um dos espíritos residentes no Limbo acorda sem nenhuma lembrança de sua identidade. Ele descobre que a Terra está prestes a ser destruída pelos próprios humanos e fica encarregado de enviar doze almas heroicas de volta. Elas reencarnarão no plano dos homens e tentarão reverter o quadro apocalíptico. Contudo, poucas almas encaram o retorno com bons olhos. O espírito deve, então, forçá-las. Armado, de preferência. Assim, resolve visitar um velho amigo: Azazel, anjo ferreiro e primeiro escolhido da lista. O espírito descobre mais sobre quem realmente é, ouve uma versão completamente diferente sobre a rebelião dos anjos e é presenteado com uma surpresa de péssimo gosto. LIMBO mistura elementos e referências de videogames, RPGs, HQs, animes, mangás, filmes, séries e livros. De Lovecraft a Final Fantasy, é uma homenagem às influências que marcaram o autor.

Eu tava procurando por uma fantasia nacional que fosse curta, mas que fosse de qualidade pra continuar minhas leituras de final de ano. Eis que me deparo com Limbo e tive uma surpresa muito agradável ao mergulhar de cabeça nessa história. Confesso que essa foi uma das melhores leituras de 2019 e é com muito carinho que trago essa resenha pra vocês.


A história começa com uma certa alma no limbo acordando de um sono milenar e recebendo uma missão: devolver doze almas ao mundo dos humanos com o objetivo de salvar a terra das garras dos próprios seres humanos (guerras, conflitos, políticas, violência, corrupção). Ao acordar o protagonista não se recorda de seu nome, de sua história e muito menos de sua aparência, ele é penas um borrão luminoso com consciência que precisa cumprir sua missão e com isso vai em busca da primeira alma.

Todas as doze personalidades são escolhidas a dedo pelo protagonista, cada uma com uma virtude que será muito necessária no mundo dos humanos, como humildade, amor, persuasão, liderança, entre muitas outras. E a volta que o autor dá em todos os mundos fantásticos e de uma criatividade que não tem preço! Vemos de um anjo caído até um rei das principais lendas britânicas sendo mandados de volta a Terra. E por falar em anjos, o contexto que embasa a história é sobre a rebelião dos seres celestiais e suas consequências são o que deu origem a narrativa do livro milênios depois.

Com muitas lutas de espadas recheada de ação e reflexões sobre virtudes pude conhecer diversas lendas de feitos heroicos que jamais imaginei existir, e outras que me deparei eu já até então conhecia.

A escrita do Thiago é fluida e envolvente de um jeito que faz você ler capítulo após capítulo e não se sentir cansado da história; pelo contrário, ele instiga a nossa curiosidade ao ponto que a trama vai se desenvolvendo e vamos querendo saber qual será a próxima personalidade a ser enviada para a Terra e qual a verdadeira identidade do tal "ceifador de almas já ceifadas".


Outro ponto bem bacana são os pontos cômicos da trama que ficam por conta de um demônio racista, megalomaníaco e rabugento há muito esquecido que está aprisionado na arma que o protagonista utiliza em toda a história.

O final foi um tanto quanto previsto, mas extremamente necessário e todas as pontas soltas foram muito bem amarradinhas e posso até dizer que nas últimas páginas meu coração ficou quentinho.

Recomendo muito a leitura, é uma fantasia nacional de muita qualidade.
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